Vale do Café – Parte 2

O Vale do Café, assim como ficou conhecido, o conjunto de quinze municípios do Sul Fluminense que na década de 60, período áureo na produção de café, chegou a produzir 75% do café consumido no mundo. Neste período surgiram grandes fazendas produtoras e exportadoras desse grão. Hoje, a maioria dessas fazendas fazem parte de um roteiro turístico, algumas abertas à visitação pública.

 

As cidades que fazem desse circuito são Vassouras, Barra do Piraí, Valença, Rio das Flores, Piraí, Engenheiro Paulo De Frontin, Paty do Alferes, Paracambi, Miguel Pereira, Mendes, Pinheiral, Barra Mansa, Paraíba do Sul, Volta Redonda e Resende.

 

 

 

 

Hotel Fazenda Arvoredo

Hotel Fazenda Arvoredo (Antiga Fazenda Santa Maria em Barra do Piraí) – Seus descendentes atravessam o século e em 1903 é adquirida pelo Conde João Leopoldo Modesto Leal. A região se transforma, a pecuária se firma e o ciclo do gado se torna realidade. Em 1982 é recebida como herança pelos irmãos Ana Heloísa e Augusto Pascoli, que a transformam em Hotel Fazenda Arvoredo em 1991, iniciando assim um novo ciclo, o Turismo.

 

Fazenda BocainaA sede da Fazenda da Bocaina, localizada em Barra do Piraí, tem aproximadamente, 160 a 180 anos, tendo sido erguida mesmo antes do apogeu do Ciclo do Café. A fazenda mantém um jardim de inverno, um amplo alpendre, o porão que era utilizado como senzala e o engenho de cana. Está aberta à visitação, que inclui informações históricas sobre o ciclo do café. Foi uma das mais importantes fazendas do Ciclo do Café, criada por fazendeiros que migraram de Bananal/SP para o Rio de Janeiro ainda no século XVIII, percorrendo o ‘Caminho Novo’. A sede fica a menos de 1km da divisa entre os dois estados. No momento não está aberta à visitação.

 

Fazenda FlorençaA Fazenda Florença (Conservatória) foi fundada pelo clã dos Teixeira Leite, de origem portuguesa. E foi essa atmosfera do Séc. XIX que inspirou a realização de saraus históricos, onde personagens caracterizados da época do Brasil Império, proporcionam aos hóspedes e visitantes, uma experiência inesquecível, através de interpretações e apresentações musicais. O cenário se completa com as estátuas, em papel machê e tamanho natural, do Imperador D. Pedro II e de sua esposa, a Imperatriz D. Teresa Cristina. Os encontros, realizados nos finais de semana e feriados, também são uma excelente oportunidade para experimentar as delícias da gastronomia da época.

 

Fazenga UniãoFazenda União (Rio das Flores) – No sentido de preservar e divulgar o estilo de vida e os costumes do nosso período colonial, sobretudo durante o ciclo do café no Vale do Rio Paraíba, os proprietários vem preservando as tradições, e para oferecer a hospitalidade e o provincianismo daquela época, transformaram a Fazenda União em espaço de cultura e lazer. A Fazenda União de 1836, hospeda, com muito conforto e decoração de bom gosto, no casarão sede decorado com mobiliário de época ou nos novos anexos construídos onde eram as tulhas de armazenagem do café.

 

Fazenda Santo AntônioFazenda Santo Antônio (Rio das Flores) – É uma fazenda do Ciclo do Café, de 1842. Hoje, totalmente reformada com mobiliário de época, decoração de bom gosto e uma hospedagem requintada, que permite voltar a uma bela época revisitando o Vale do Café, resgatando sua história. Para os hóspedes, há uma apresentação do Sarau Histórico, na noite do jantar dos Barões. E, ainda, mediante agendamento, promove uma seresta em volta da fogueira em frente à sede.

 

Fazenda do ParaízoFazenda do Paraízo (Rio das Flores) – A “joia de Valença” como dizem os historiadores, recebe turistas para visitação em grupos mínimos de 12 pessoas. A visitação inclui o velho engenho de café, um dos momentos mais impressionantes da visita. A fazenda está em seu estado original, pois não sofreu modificações, reformas ou restaurações de vulto. O local mantém, atualmente, atividades agropecuárias.

 

 

 

 

 Fazenda Campos Elísios

Fazenda Campos Elísios (Rio das Flores) – Uma Fazenda Histórica que hospeda, mas não é uma “Pousada”, nem um “Hotel Fazenda”. É uma verdadeira Fazenda Histórica centenária que hospeda, no mesmo estilo europeu, e agora no mundo inteiro, é conhecido como “Turismo de Habitação”. Na Campos Elíseos os hóspedes são recebidos com amizade e com certeza poderão se sentir na fazenda como na própria casa de campo. Não está aberta à visitação.

 

 Fazenda Monte AlegreFazenda Monte Alegre (Paty do Alferes) – Monte Alegre possuía em seus melhores tempos: casa de moradia com oratório próprio, moinho, engenho de farinha, 59 lances de senzala, pilões, serraria, olaria, forno apetrechado, 2 lances de casa para guardar carros, 10 lances de armazéns de café e tulhas, um canavial, cafezais, 9 enfermarias para escravos. Chegou às mãos de seus atuais proprietários, o engenheiro e escultor Gabriel Fonseca e família, que a compraram em ruínas e por preço irrisório. Levaram 6 anos para restaurá-la, com uma equipe de 3 artesãos, com enormes dificuldades para seguir os padrões originais, inclusive do paisagismo do artista francês Glaziou nos jardins. Não está aberta à visitação.

 

 Fazenda Pau GrandeFazenda Pau Grande (Paty do Alferes) – Ao contrário da maioria das fazendas de café, Pau Grande já existia muito antes do ciclo, dedicada principalmente a produção de açúcar. A localização da fazenda a tornava passagem e pouso para viajantes. Auguste Saint-Hilaire, o sábio naturalista francês, e Tiradentes, precursor e mártir da independência do Brasil, lá estiveram. Distando seis quilômetros do município de Avelar, no Estado do Rio, em estrada pavimentada, a fazenda Pau Grande, renovada e revivida, está entre as mais extraordinárias casas rurais do Brasil.

Não está aberta à visitação.

 

Fazenda Boa EsperançaFazenda Boa Esperança (Paty do Alferes) – Preserva o belíssimo acervo em mobiliário, porcelanas, documentos e objetos pertencentes a essa família. Atualmente a fazenda, além de outras atividades, vem incrementando o turismo histórico do Vale do Paraíba, abrindo suas portas à visitação guiada. Como os proprietários seguiam vivendo em Pau Grande, nesta área, estabeleceu-se uma estrutura para a cultura do café constando de terreiros, moinhos, senzalas, cozinha, enfermaria dos escravos onde é hoje a casa de vivenda com algumas adaptações e acréscimos.

 

 Fazenda Santa CecíliaA Fazenda Santa Cecília, localizada em Miguel Pereira, é uma fazenda anterior ao ciclo do café. Foi construída em 1770 em estilo colonial sendo a segunda sede da Fazenda da Piedade. Possui em seus jardins uma capela projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer com um painel dedicado a Santa Cecília, desenhado por ele em seu interior. Local de beleza cênica única, possui 19 suítes para hospedagem na modalidade turismo de habitação.

 

Fazenda São João da BarraA Fazenda São João da Barra está localizada no limite de Miguel Pereira e Vassouras. O mobiliário, os santos barrocos, a louça centenária, os instrumentos usados para tortura de escravos, tudo isso impressiona. Mas o destaque são os documentos guardados da casa. Há certidões de nascimento, venda, compra e alforria de escravos, moedas antigas e até comunicados com a assinatura de Dom Pedro II — emoldurados em destaque junto a um convite, tão pequeno quanto valioso, para o funeral do último monarca do Brasil. O acervo, adquirido em leilões na Europa, principalmente, faz da visita algo imperdível. As visitas são agendadas para grupos de mínimo 12 pessoas.

 

Fazenda Boa VistaA Fazenda Boa Vista, localizada no município de Paraíba do Sul, foi uma grande produtora de café. Não está aberta à visita

Autor: Levy

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