Sergipe-Cajueiro dos Papagaios (Aracaju)

Sergipe é o menor dos estados brasileiros e recebe o benefício das águas do Velho Chico, que desagua no Atlântico entre Sergipe e Alagoas. A região metropolitana tem como sede, sua maior cidade, Aracaju, que engloba ainda as cidades de Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão, que foi a primeira capital de Sergipe. Outras cidades importantes são Itabaiana, Lagarto e Estância.

Sua atividade agrícola limita-se ao plantio de cana-de-açúcar, laranja e coco. O extrativismo mineral é outra atividade do setor primário. Petróleo, gás natural, calcário e potássio são os principais. O petróleo extraído torna o estado o sexto em produção no país. A Vale S.A. explora a maior mina de potássio do Hemisfério Sul, localizado no município de Rosário do Catete.

Sua bacia hidrográfica inclue os rios São Francisco, Vaza-Barris, Sergipe, Japaratuba, Piauí e Real.

O grande diferencial é contar com toda a estrutura de capital, mas com um jeitinho de cidade do interior, onde as ruas não estão superlotadas de pedestres ou carros, o ar é puro e as pessoas se conhecem pelo nome e tratam os visitantes com alegria e cordialidade. Só não se esqueça de ter sempre uma garrafinha d’água em mãos, pois o calor é intenso.

Aracaju

Com pouco mais de 520 mil habitantes, de acordo com o Censo de 2007, Aracaju é um convite para longas caminhadas. Nos agradáveis calçadões da Orla de Atalaia e da avenida Beira-Mar, no bairro 13 de Julho, é possível saborear a brisa constante enquanto se acompanha a sucessão de belas imagens do mar ou da vegetação que cobre o mangue, ambiente sobre o qual boa parte da cidade foi construída desde 1855, ano da inauguração, por Inácio Joaquim Barbosa, então presidente da província de Sergipe. As ruas, incrivelmente limpas, aumentam o prazer do passeio, feito tanto sozinho como em família.

 

Orla de Atalaia

De carro ou ônibus, a sensação não se altera. É simples e rápido alcançar praias e pontos turísticos em toda a cidade, pois a quantidade de veículos em Aracaju não se compara à das grandes metrópoles. E, se faltar o carro, não se preocupe: vá de táxi. A quantidade de empresas concorrentes que oferecem esse serviço é tão grande que a corrida fica incrivelmente barata, mesmo para as localidades mais distantes.

Aracaju tem opções para visitantes de todos os gostos. O entretenimento massivo está garantido em janeiro e junho, com o Pré-Caju, prévia do Carnaval, e o Forró Caju, a maior festa de São João em uma capital brasileira, que reúne 100 mil pessoas por dia gratuitamente nas ruas do centro. Já nas praias é possível encontrar locais com muita gente e barracas com toda a estrutura de atendimento, como na praia do Robalo, ou curtir a sensação de ilha deserta, como em Mosqueiro. Apenas meia hora de carro separa ambas.

Forró Caju

 

Nas boates, forró e música eletrônica podem dividir os mesmos espaços. Com diversos ambientes noturnos que combinam os mais diferentes estilos com harmonia, as entradas, comidas e bebidas são baratas, as pessoas, bonitas e o acesso, facilitado. Vale a pena separar uma noite inteira para desbravar as promoções da Passarela do Caranguejo, na Orla, onde o famoso crustáceo da cidade chega em generosas porções de exemplares imensos.

Passarela do Caranguejo

 

 

 

 

 

 

 

 

O diminuto tamanho da capital, assim como o do Estado em si, facilita a integração das regiões no turismo. É possível partir de Aracaju em direção a numerosos passeios no interior sergipano, como na hidrelétrica de Xingó, a ilha de Santa Luzia e o parque Boa Luz, todos localizados fora do município, e até mesmo fazer um passeio de barco até Mangue Seco, terra de Tieta do Agreste, já no extremo norte da Bahia, e voltar com tranquilidade no mesmo dia.

 

Hidrelétrica do Xingó

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Apesar da pouca idade da capital sergipana, o turismo histórico também tem sua vez. A proximidade de locais fundamentais para a história da fundação da cidade facilita a compreensão da configuração urbana de Aracaju e a evolução das ruas e bairros a partir do centro histórico, construído com o formato de um “tabuleiro de xadrez”, com ruas cruzadas e quarteirões de fácil localização e traslado. Caminhar pelo centro é arriscar-se a topar frequentemente com edifícios do século 19 com muita história para contar. A presença de um guia é desejável para desvendar o passado misturado ao cotidiano.

 

Passeio pelo Velho Chico

Pouco mais de 200 quilômetros separam a cidade de Canindé do São Francisco de Aracaju. Situado no extremo Norte do Estado, quase na divisa com Alagoas, o destino é rota de quem aproveita a visita a Sergipe para fazer um passeio interessante: navegar nos Cânions de Xingó, em pleno rio São Francisco. Esta é a porta de entrada para o Complexo Turístico de Xingó, criado em 2012 e que engloba os Estados de Sergipe e Alagoas. O passeio passa por 12 municípios, entre cidades históricas do Cangaço, como Poço Redondo, onde Lampião foi morto. Há paradas para almoçar, visitar a Usina Hidrelétrica do Xingó e dar um mergulho nas águas do rio carinhosamente apelidado de Velho Chico. O trajeto todo no catamarã dura aproximadamente uma hora.

No estado, há diversos atrativos turísticos, começando pela capital, Aracaju, com destaque para suas praias, como as de Atalaia, Aruana, Refúgio, Náufragos, Robalo e Mosqueiro, todas no litoral sul de Aracaju. Caueira no município de Itaporanga d’Ajuda, ao Sul e para Pirambu a trinta quilômetros ao norte de Aracaju, cujo acesso ficou facilitado pela construção no ano de 2006 da Ponte Construtor João Alves, que liga a capital Aracaju ao município de Barra dos Coqueiros, que conta com uma base do Projeto Tamar e para a vizinha cidade histórica de São Cristóvão, antiga capital fundada em 1590. Outra cidade histórica de destaque é Laranjeiras, a 23 quilômetros de Aracaju. Há, ainda, passeios de catamarã pelo Rio Sergipe, na capital, Aracaju. Além de outro passeio que permite conhecer o Rio São Francisco, no município de Brejo Grande, que faz divisa com o estado de Alagoas no município de Piaçabuçu e que leva os turistas até a foz do rio.

A cidade de Canindé de São Francisco, distante 186 quilômetros da capital, é um dos pontos turísticos mais atrativos do estado de Sergipe. Aqui, o Rio São Francisco foi represado para a construção da Usina Hidrelétrica de Xingó, formando um lago de raríssima beleza. Além disso, o turista pode entrar em contato direto com a história da civilização local através dos achados que estão expostos à visitação pública no Museu de Arqueologia de Xingó, que é administrado pela Universidade Federal de Sergipe. A visita ao “Paraíso do Talhado” no lago da hidrelétrica é obrigatória a todos aqueles que vão conhecer o Cânion de Xingó, que se situa na divisa dos estados de Sergipe , Bahia e Alagoas.

Como sempre orientamos, as opções de hospedagem, são muito diversificadas para todos os gostos e bolsos. Vale uma consulta prévia e a negociação dos preços de estadia.

Autor: Levy

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