Parques Nacionais Brasileiros 4

Vamos para a quarta parte e final de nosso passeio pelos Parques Nacionais Brasileiros, visitando os Parques dos estados Amazonas, Roraima, Tocantins, Brasília e Goiás. Vamos fechar com chave de ouro nosso passeio com mais um show de imagens.

 

 

 

 

Estados de AM, RORAIMA, TOCANTINS, BRASÍLIA e GO

 

 Parque Nacional da AmazôniaAmazônia (AM) – Localizado ao longo do Rio Tapajós, tem como objetivo preservar trechos consideráveis da Floresta Amazônica na região, sendo criado na mesma época da construção da Transamazônica. É habitat de muitas espécies ameaçadas de extinção, como a ararajuba, e nele se localizam inúmeras nascentes dos tributários do rio Tapajós. O Parque Nacional da Amazônia situa-se no município de Itaituba, na região Sudoeste do estado do Pará. Possui uma área de 945.851 (ha). O perímetro do parque é de 508.366 metros. A melhor época para visitação ao Parque é entre os meses de julho e dezembro, quando as chuvas diminuem. Durante a visitação é possível observar uma grande diversidade de espécies animais e vegetais. Os próprios habitantes do local constróem trilhas, no relevo suavemente ondulado, que levam a cachoeiras, praias e serras do Rio Tapajós. O turista também passa por outras cidades, no passeio pelo rio, que inclui aventura entre corredeiras, afloramentos, praias, bancos de areia e igarapés. O turista tem três maneiras de chegar a Itaituba. De avião, onde a empresa Azul faz voos diariamente, via fluvial, pelo Rio Tapajós partindo de Santarém até Itaituba. Ou rodoviária indo pela Transamazônica (BR – 230).

 

Monte RoraimaMonte Roraima (RR) – Localizado na fronteira com a Venezuela e a Guiana, preserva parte da Amazônia no extremo norte do Brasil. O Monte Roraima é a maior atração turística ao parque. La se encontram belíssimas savanas, muitas florestas de altitude e rios de correnteza forte. Também se localizam no Parque algumas das mais antigas montanhas da terra, destacando-se aí o Monte Roraima. É um costume se dizer que quem vai ao Monte Roraima não se arrepende. Isso dizem os próprios roraimenses. Aventureiros abrem a imaginação, pelo fato de o Monte possuir uma forma estranha de mesa, denominada pelos índios de “Tepuí”. Na região existem muitas espécies de samanbaias e bromélias. O Parque ocupa cerca de 116.000 hectares. As serras, florestas, cachoeiras e pinturas rupestres do Parque Nacional do Monte Roraima. A natureza concedeu a Roraima belezas inigualáveis. Roraima abriga em seu território extensas áreas de floresta tropical e as belas savanas amazônicas. Possui, ainda, rios em abundância, com cachoeiras, corredeiras e praias apropriadas ao ecoturismo. O estado tem a maior parte de seu território acima da linha do Equador. Pode-se chegar até ele através de Boa Vista, pela BR-174, de onde se percorre 212 Km até o Posto Integrado de Controle do Parque em Pacaraima. A partir daí, chega-se a Santa Elena de Uiaren (Venezuela) por estrada asfaltada. De Santa Helena, é possível chegar ao Monte Roraima de helicóptero (30 a 40 minutos de voo). Outra opção é seguir de carro até Paraitepuy, de onde uma caminhada de 22 Km leva à base do Monte. De acordo com o Ibama, é possível chegar ao cume em 10 horas de trekking.

 

Pico da NeblinaPico da Neblina (AM) – Com 3.014 m, o Pico da Neblina é o ponto culminante do Brasil. Localiza-se no município de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, com voos a partir de Manaus, fronteira do Brasil com a Colômbia e a Venezuela. O acesso até o Pico é bastante complexo sendo necessário viajar alguns dias de carro, barco e caminhar muito. Não é à toa que é considerado um dos passeios mais selvagens do Brasil. A cidade de São Gabriel da Cachoeira tem também seu atrativo, que está nos próprios moradores, quase todos descendentes dos índios Ianomâmis e Tucanos. Para entrar no Parque á necessário pagar uma taxa. Localizada próximo a linha do Equador, não existe estação seca nessa região. O clima é de floresta tropical e se modifica até se transformar em tropical de altitude. Os meses com mais chuva vão de agosto a novembro. O Parque tem uma grande diversidade vegetal. Entre as suas variedades estão a caatinga do Rio Negro, com destaque para o caranã, tamaquaré, pau-amarelo e a casca-doce. Já na floresta densa de montanha o destaque vai para itaúba, mandioqueira-azul, bacabinhas-quina, quaruba-cedro e jutaí-pororoca. Há também trechos alagados e pantanosos, onde facilmente se avistam orquídeas, plantas carnívoras, bromélias e gravatás.

 

Parque das EmasParque Nacional das Emas (GO) – Atualmente é o maior fragmento de Cerrado do sudoeste de Goiás, sendo importante na conservação de mananciais e da flora e fauna do Cerrado. Localiza-se em um dos extremos da Serra dos Caiapós, com muitos chapadões, com áreas que podem ter até 800 m de altitude. É habitat de espécies típicas do Cerrado, como a ema e o tamanduá-bandeira. O acesso ao parque pode ser feito por Serranópolis, por Chapadão do Céu ou por Mineiros. O Parque Nacional das Emas é uma unidade de conservação com poucas visitações por turistas e por isso não conta com uma estrutura tão adequada para o turismo como alguns Parques Brasileiros, porém recebe seus turistas com respeito e profissionalismo.

A grande vantagem é que o turista tem a oportunidade de contemplar uma área tão preservada e com uma grande biodiversidade, podendo ficar muitas vezes em um completo isolamento do mundo moderno. Os CATs (Centros de Atendimento aos Turistas) estão localizados nas cidades de Mineiros (GO), Chapadão do Céu (GO) e em Costa Rica (MS). Os Monitores Ambientais também residem nestas cidades.

 

 Chapada dos VeadeirosChapada dos Veadeiros (GO) – Considerado um Patrimônio Mundial pela UNESCO, importante na conservação do Cerrado, preservando inúmeras nascentes de rios. Também possui antigos garimpos, protegendo parte do patrimônio histórico da região. Na fauna, destacam-se a presença de grandes mamíferos típicos do Cerrado como o cervo-do-pantanal, o tatu-canastra, a onça-pintada e o tamanduá-bandeira.

O acesso ao parque se dá pelo Povoado São Jorge, que está ligado à cidade de Alto Paraíso de Goiás, por uma estrada parcialmente asfaltada de 36 km. Guias para o acompanhamento dos visitantes do parque podem ser encontrados no povoado próximo à entrada do parque. A visitação do parque acompanhada por guias é, contudo, opcional. Entre as principais atrações do parque estão os dois saltos do rio Preto, com respectivamente 80 e 120 m de altura, os canyons do rio Preto, quedas d’agua em paredes rochosas de um estreitamento do rio, e as cachoeiras carioquinhas, uma formação de piscinas naturais ideal para banhos leves e hidromasságem.

Além das trilhas do próprio parque, há diversas atrações turísticas em terras particulares, no entorno do parque. Elas incluem: Vale da Lua: formações rochosas cinzentas esculpidas pelo Rio São Miguel, que possuem um aspecto “lunar”. Cachoeiras Almécegas: duas cachoeiras, uma de 50 e outra de 15 metros, em que a água escorre por rochas íngremes. Próximo ao centro de Alto Paraíso. Raizama: conjunto de cachoeiras ideal para a prática de canyonig e rapel. Águas termais: piscinas naturais com água a cerca de 38 graus de temperatura. Os destinos mais procurados por quem visita a Chapada dos Veadeiros são Alto Paraíso de Goiás, a cerca de 400 km de Goiânia e 230 km de Brasília, e o seu distrito, São Jorge, que fica a 40 km de distância.

 

 

 

 

AraguaiaParque Nacional do Araguaia (TO) – Localizado na parte norte da Ilha do Bananal, o parque preserva importantes porções do Cerrado e ecossistemas do Rio Araguaia. Parte do parque está incluído na Terra Indígena. De Brasília o acesso é feito pela BR-153 (Belém/Brasília) até a cidade de Nova Rosalândia. Daí a pela TO-255 até Cristalândia (aprox. 30 Km), percorrendo-se a partir daí cerca de 113 Km, sendo 55Km por estrada não asfaltada.  De Palmas, capital do estado, para o Parque, toma-se a TO-080 em direção a Paraíso do Tocantins e em seguida, a BR-153 em direção a Nova Rosalândia, adotando-se o mesmo roteiro descrito anteriormente a partir dessa cidade. A região apresenta clima quente, semiúmido, com temperatura média anual variando entre 8 e 42 graus. Os meses mais quentes são setembro e outubro, e os mais frios junho e julho. O período de chuva vai de novembro a março. A fauna é muito heterogênea, com predominância de espécies ligadas ao meio aquático. Encontram-se espécies ameaçadas de extinção como o cervo do pantanal. Possui também uma avifauna rica, não só pela abundância como pela diversidade de espécies.

 

Parque Estadual do JalapãoParque Estadual do Jalapão (TO) – Apesar de ser um Parque Estadual, não poderíamos deixar de falar sobre ele, pela sua beleza e abundância da flora e fauna. O Jalapão é uma região árida pontilhada de oásis. Está situada a leste do estado do Tocantins. Possui temperatura média de 30 graus.. Nele, encontramos veados-campeiros, tamanduás-bandeiras, antas, capivaras, lobos-guarás, raposas, gambás, macacos, jacarés, onças, além de cobras (sucuris, cascavéis e jiboias). Entre as aves, estãotucanos, papagaios, araras-azuis, siriemas. emas, e urubus.

É possível passar dias no Jalapão sem ver uma única pessoa. A densidade populacional é de 0,8 habitantes por quilômetro quadrado. No Tocantins, a região encanta por suas águas abundantes, chapadões e serras com clima de savana, além da paisagem de cerrado, com direito a dunas alaranjadas, rios encachoeirados, nascentes e impressionantes formações rochosas.

A cada ano, cresce o número de brasileiros e estrangeiros que se aventuram rumo ao Norte do Brasil em busca desse, que já é um dos principais destinos do ecoturismo do país. A maioria dos atrativos está localizada nas cidades de Mateiros, Novo Acordo, Ponte Alta do Tocantins e São Félix do Tocantins. Em meio a 34 mil km² de paisagem árida, a região é cortada por uma imensa teia de rios, riachos e ribeirões, todos de águas transparentes e potáveis.

 

BrasíliaBrasília (DF) – Criado logo após a fundação de Brasília, o objetivo é preservar o Cerrado e mananciais próximos a essa cidade, e tem sua criação diretamente ligada à fundação da capital do Brasil. Nele se localiza a represa Santa Maria, que abastece 25% da área urbana. É habitat de inúmeras espécies ameaçadas do Cerrado, como o lobo-guará, o tatu-canastra, o tamanduá-bandeira e o papagaio-galego. A principal atração do parque são as piscinas formadas a partir dos poços d’água, surgidos às margens do Córrego Acampamento pela extração de areia feita antes da criação de Brasília. O parque também dispõe de duas trilhas na área interna, a da Capivara, com duração de cerca de 20 minutos, e a do Cristal Água, com duração de cerca de uma hora.

 

 

 

Autor: Levy

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