Parque Nacional da Serra da Bodoquena

A Serra da Bodoquena, situada na borda sudoeste do Complexo do Pantanal, no Mato Grosso do Sul, é um dos mais interessantes ecossistemas do Pantanal. Formada pelas cidades de Porto Murtinho, Bonito, Jardim, Miranda e Bodoquena, conta com o Parque Nacional da Serra da Bodoquena, criado em novembro de 2000, com 76.400 ha, administrado pelo ICMBio ( Instituto Chico Mendes).

 

Bodoquena (2)

 

Há mais de um bilhão de anos, formas primitivas de vida habitavam um antigo mar que existia na região.Alguns desses seres eram algas que proporcionaram a formação de sedimentos calcários. Que com o tempo se depositaram no fundo do mar, que secou e hoje esses sedimentos deram origem as pedras cinzas que podem ser avistadas nas cavernas da região, cuja idade é de 650 milhões de anos.

 

O contínuo trabalho da erosão, ao longo de centenas de milhões de anos, cuidou de dar a forma atual do planalto, mais conhecido como Serra da Bodoquena, onde se situa o município de Bonito.
Nem mesmo em dias de chuva, a água turva. Um rio subterrâneo famoso é o Rio Perdido que nasce no Parque Nacional da Serra da Bodoquena e em muitos trechos desaparece nos dutos e condutos do subsolo calcário, ressurgindo mais à frente. Daí porque os guias de turismo da região utilizam muito o termo “ressurgência”.

 

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Rio Salobra

 

Rio Perdido

O Rio Perdido corta boa parte do Parque, seguindo por propriedades de difícil acesso, via caminhadas de mais de duas horas a pé, até encontrar o rio e poder se refrescar nas águas esverdeadas e totalmente transparentes. O nome Rio Perdido, provavelmente se deve ao seu descobridor que o perdeu por ele percorrer alguns trechos por baixo da rocha, por cavidades naturais, depois ressurgindo em algum outro local. Este fenômeno fez com que muitas cavernas, grutas e abismos se formassem, representando a interatividade da água com as rochas.

 

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Com 76.481 hectares que estão divididos em dois fragmentos, um ao norte e outro ao sul, o Parque possui como cenário de fundo uma formação de montanhas de rochas calcárias que a difere das demais montanhas da região. O Parque ainda possui áreas compostas de campos alagados, cerrados, floresta estacional e o maior trecho de Mata Atlântica do estado de Mato Grosso.

 

O parque oferece muitos atrativos e um deles é o Rio Perdido, que corta um pedaço da área do parque e que tem esse nome porque percorre alguns trechos se perdendo no meio do caminho, por baixo da rocha e por cavidades naturais, ressurgindo em outro local.

 

A paisagem da Serra da Bodoquena é diferente. Nela se desenvolveram imensas cavernas e os seus rios são de águas de incrível transparência. A fauna, rica e expressiva, é composta por inúmeras espécies de aves tais como: harpia, urubu rei, araras, tucanos e mutuns e de outros animais como tamanduás, tatus, suçuaranas, lobo guará, veados, raposinhas e um grande número de espécies de invertebrados. As matas ciliares ou de galeria, serpenteiam acompanhando o curso dos rios os protegendo. Funcionam como corredores para a migração da fauna e auxilia na dispersão de espécies vegetais.

 

Harpia

Harpia

 

A vegetação é arbórea densa, com remanescentes da Mata Atlântica e transição para Cerrado/Floresta estacional decidual.

A fauna é exuberante. Na avifauna destacam-se, Arara azul, vermelha e Canindé, gavião real; entre os canídeos, raposa, lobinho, lobo guará; felinos, jaguatirica, suçuarana e onça pintada. Existem outros animais como a paca, capivara, cutia, anta, queixada, cateto, além de riquíssima fauna de invertebrados.

 

Clima

 

Possui características das savanas tropicais com verão úmido e inverno seco. O período de chuva dá-se entre outubro e abril. No inverno a temperatura varia entre 15º C e 20º C.

 

Parque Nacional da S da Bodoquena

 

Quando foi criado, o Parque foi a primeira e, até o momento, a única unidade de conservação de proteção integral federal implantada no estado de Mato Grosso do Sul. A criação do Parque visou a proteger a maior área contínua de mata atlântica no estado, a qual se localiza sobre um terreno com características geológicas especiais, o que atende a objetivos de preservação e estudo da biodiversidade, bem como à recreação, apenas para citar os mais comuns.

 

Seus limites abrangem 76.481 hectares, os quais foram transformados em área de utilidade pública pelo Decreto de Criação. O parque está dividido em dois fragmentos: um ao norte, com área de 27.793 hectares e outro ao sul, com 48.688 hectares. O IBAMA tem procurado negociar a compra de propriedades abrangidas pelo parque. Até o momento, foram adquiridos aproximadamente 9.040 hectares (11,8% da área) de proprietários que, espontaneamente, apresentaram os documentos requeridos pelo IBAMA para dar sequência à negociação de compra e venda. Nas áreas ainda não adquiridas, são permitidas as atividades agropecuárias em terras produtivas, mas qualquer forma de supressão ou exploração econômica nas áreas nativas está proibida. A desapropriação é um recurso extremo, o qual só deverá ser utilizado futuramente se houver proprietários que se recusarem a negociar amigavelmente a venda de suas terras.

A maior largura da Serra da Bodoquena, na latitude da cidade de Bonito é da ordem de 40 km. Para quem chega nas cidades que bordejam a serra pelo seu lado leste, causa estranheza o fato de não se observar nenhuma serra. Isto se deve ao fato da Serra da Bodoquena se constituir num planalto, com escarpa voltada para o Pantanal. Esta apresenta 200 m ou mais de desnível e proporciona magnífica vista desta região alagada

 

Bodoquena

Cidade de Bodoquena

 

Bonito

Cidade de Bonito

 

Cachoeiras Serra da Bodoquena

 

Estão localizadas no município de Bodoquena, o portal de entrada para o Pantanal, a exatamente 70Km da cidade de Bonito e 264Km de Campo Grande.  A fazenda possui 400 ha em sua totalidade, sendo 350 ha de mata preservada e áreas em recuperação.

 

cachoeira

 

Em pleno Parque Nacional da Serra da Bodoquena o atrativo possui uma exuberante fauna e flora. Durante a trilha é possível observar expressivamente as características de Mata Atlântica e cerrado que se fundem, enriquecendo ainda mais a paisagem do local, além de várias espécies de animais.

 

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Cachoeira da Anta

 

A Trilha tem início a partir da sede da fazenda, não sendo necessário utilizar transporte interno, e em um percurso de 2.500 metros, o visitante irá desfrutar de oito paradas para banho, com belíssimas cachoeiras e piscinas naturais do Rio Betione.

 

Como diferencial o passeio possui uma extensa área de banho (balneário), toda gramada, com tirolesa, quiosque (bar), cadeiras para descanso, quadra de vôlei de areia de uso exclusivo. A partir deste ponto o visitante percorrerá uma trilha de 550 metros margeando o Rio, para ter acesso a última cachoeira, um espetáculo à parte, com suas aguas rasas e cristalinas, possibilitando o acesso de todos, sem restrições, e de onde será feito o embarque para o passeio de bote, descendo através do leito do rio até retornar ao balneário, onde será possível aproveitar o local antes de voltar para a sede, que está a apenas 400 metros de distância. Toda a atividade é feita acompanhada por um guia de turismo.

 

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Existem diversas agências de turismo sediadas na região que podem dar suporte e programar o passeio na Serra da Bodoquena, já que o passeio deve ser acompanhado por um guia.

 

Bonito e Miranda são as cidades mais próximas da entrada do Parque. Assim sendo, o mais recomendado seria consultar a hospedagem nessas duas cidades, já que a capital Campo Grande está a 270 km do Parque.

 

Autor: Levy

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