Jalapão

O  Parque Estadual do Jalapão é uma unidade de proteção à natureza localizada na região leste do estado do Tocantins. O território do parque, com uma área de 158.970 ha ou 34 mil km², está distribuído pelos municípios de Mateiros e São Félix do Tocantins. Criado em 12 de janeiro de 2001, o Jalapão é o maior parque estadual do Tocantins.

mapa

 

A vegetação no parque é predominantemente a de cerrado ralo e a de campo limpo com veredas.

É uma região árida pontilhada de oásis e está situada a leste do estado do Tocantins. Possui temperatura média de 30ºC. É cortado por imensa teia de rios, riachos e ribeirões, todos de água límpida e transparente. É constituído pelos municípios Mateiros, São Felix, Lizarda, Novo Acordo, Ponte Alta, Lagoa, Rio da Conceição, Rio do Sono e Sta Tereza.

 

O Jalapão já foi mar. Com as mudanças climáticas e atmosféricas sofridas pelo planeta, o mar foi se afastando e deixando um rastro de riqueza biológica que a sedimentação marinha, eólica, lacustre e fluvial foi moldando ao longo dos milênios. Como resultado, as montanhas de pedra tomaram a forma de ruínas de antigas e gigantescas edificações. Solo de areias a base de quartzo, que favorecem o processo de desertificação.

ponte-alta-do-tocantins

A porta de entrada e de saída da região é a cidade de Ponte Alta do Tocantins. O acesso se dá pelas TO-050 e TO-255 sem pavimentação e em sua maioria constituída por areia.

 

Recursos hídricos do Jalapão

 

Com relação aos recursos hídricos, a região do Jalapão está inserida na Bacia Hidrográfica Araguaia – Tocantins. Entre os principais rios destacam-se: Sono, Balsas, Novo, Galhão, Prata, Soninho, Vermelho, Ponte Alta, Caracol.

 

A região conta ainda com uma grande quantidade de nascentes formadoras de caudais, águas borbulhantes, também chamadas de “fervedouro” pela população local. Tal característica desta região é devido à formação rochosa do tipo arenítica onde as chuvas abastecem o lençol freático e pelo fenômeno “ressurgência da água”, tendo-se a abundância de nascentes, com uma regularidade de vazão, tanto no período chuvoso quanto na estiagem.

 

O clima da região é do tipo Tropical-Continental com duas estações bem definidas, uma “chuvosa” compreendida entre outubro e abril e outra “seca” de maio a setembro. A cobertura vegetal da região é formada por savanas nos seus vários gradientes, predominando a savana gramíneo-lenhosa e uma estreita mata ciliar sendo observada eventualmente.

 

Áreas de preservação do Jalapão

 

Estação ecológica da Serra Geral do Tocantins – Federal
Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba – Federal
Área de Proteção ambiental da Serra da tabatinga – Federal
Parque estadual do Jalapão – Governo Tocantins
Área de Proteção ambiental do Jalapão – Governo do Tocantins

 

O Deserto do Jalapão, conhecido pela aridez da região e suas dunas de até 30 metros de altura, seria mesmo um deserto, não fossem a profusão de águas límpidas e a diversidade de fauna e flora. No coração do Brasil, sendo na verdade um oásis. A 180 km de Palmas, capital do estado, é uma daquelas regiões que a natureza tentou esconder e, assim, se mantém intacta.

Fauna

Papagaio e cervo

fauna (3)

Ema

Papagaio-verdadeiro

Papagaio verdadeiro

Com sua mata de transição entre o cerrado e a caatinga, tem corredeiras e inúmeras cachoeiras, grandes chapadas, rios e córregos com águas cristalinas e diversas formações rochosas, revelando uma mistura de cores e formas incríveis.

 

Fauna

 

Mastofauna: O grupo que apresentou maior diversidade de espécies foi o dos mamíferos, desde pequenos animais terrestres, voadores e fossoriais, tais como Gambá, Tapiti, Preá, Tatupeba, Morcego e até espécies de médio e grande porte, incluindo a Capivara, Guariba e Anta.

tatupeba

Tatupeba

Praticamente todos os grandes mamíferos típicos da região de cerrado ainda são encontrados, como por exemplo, a ariranha, a suçuarana, onça pintada, gato maracajá, gato mourisco; jaguatirica; lobo guará, raposa grande; além de morcegos da família Plyllostomidae, em maior frequência.

suçuarana.jpg 2

Suçuarana

Ornitofauna: Nas formações mais abertas como o cerrado e os campos úmidos, as espécies avistadas de maior representatividade foram a ema, seriema, arara Canindé, periquito, pica-pau-do-campo, joão-de-barro, bem-te-vi estrelinha, anu preto, pássaro-preto, urubu, carcará, gavião, perdiz, arara-azul, arara-vermelha, inhambu. Temos também as espécies representadas pelas ordens Anseriformes, como patos e marrecos.

Siriema

Siriema

pica-pau-do-campo-1

Pica-pau do campo

Herpetofauna: Compreendida por répteis como cobras, lagartos, tartaruga, tracajá e os anfíbios como sapos, rãs e pererecas. Jacaré tinga, sucuri. As duas espécies de lagartos, o camaleão e o teiú, ainda são comuns na região, o primeiro habita comumente as florestas de galeria.

Teiú

As serpentes venenosas jararaca, e a cascavel, ainda são comuns em toda região, as cobras dos gêneros coral, cascavel, surucucu e jararaca.

 

O Jalapão já é conhecido pelos apaixonados pelo ecoturismo e turismo de aventura. Localizada no Estado do Tocantins, a região encanta por suas águas abundantes, chapadões e serras com clima de savana, além da paisagem de cerrado, com direito a dunas alaranjadas, rios encachoeirados, nascentes e impressionantes formações rochosas.

 

Os atrativos garantem diversão o ano inteiro, seja no período chuvoso ou de estiagem, de acordo com o perfil e interesse do turista. Para os mais aventureiros, a região é ideal para prática de esportes, entre eles o rafting, a canoagem, o rapel e as trilhas a pé e de bicicleta.

 

Entre os atrativos mais procurados estão a Cachoeira da Velha, uma enorme queda d’água em forma de ferradura de aproximadamente 100 metros de largura e 15 metros de altura; as Dunas, cartão postal do Jalapão, composto por areias finas e alaranjadas que chegam a 40 metros de altura; os Povoados do Mumbuca e Prata, comunidades remanescentes de quilombos, cuja visitação possibilita ao turista vivenciar a cultura local; a Serra do Espirito Santo, formação rochosa onde é possível apreciar a flora da região; a Cachoeira do Formiga, um encantadora nascente de água verde-esmeralda; e os Fervedouros, com suas águas transparentes, nas quais é impossível afundar.

 

Ainda existe o Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, que envolve áreas do Tocantins e da Bahia. Criado em 2002, com cerca de 107 mil hectares, ele abrange parte dos municípios de Mateiros, Ponte Alta do Tocantins e Rio da Conceição. A APA Serra da Tabatinga, que abrange áreas do Tocantins e Maranhão, criada em 1990, com área de 27mil ha, inclui áreas do município de Mateiros. E tem o objetivo de proteger as nascentes do Rio Parnaíba

 

Como chegar

 

Por ser uma região ainda pouco povoada e com poucas estradas, o mais indicado é chegar ao Jalapão com um pacote de turismo previamente contratado. Mas os aventureiros podem voar até Palmas, Tocantins, e de lá alugar um carro, de preferência um 4×4 e previamente contratado também, até o Jalapão, via TO-255, até Ponte Alta do Tocantins, porta de entrada do Jalapão.

 

Para onde ir

 1 Artesã da Mumbuca

Vila Mumbuca: O povoado remanescente de um quilombo tem população de menos de 200 pessoas. Lá surgiu, há dois séculos, o popular artesanato de capim-dourado, planta típica que cresce nos varjões entre abril e junho. Enquanto os homens trabalham na roça ou pescam para o sustento, as mulheres trançam chapéus, cestas, bolsas e pequenas bijuterias como brincos, cordões e colares.

 

cachoeira da velha

Cachoeira da Velha: É a maior da região, com quedas com mais de 100 metros de largura. Pegando trilha de uma hora, chega-se a uma praia pequena de águas doces e límpidas. Visual imperdível, tendo acesso pela estrada para Fazenda Triagro.

 

3 cachoeira do formiga

Cascata do Rio Formiga: Pequena queda d’água, formando piscina de águas verdes e cristalinas. Tem estrutura para camping, com acesso pela estrada de São Félix do Jalapão.

 

Alguns passeios

 

4 fervedouro

Fervedouro: Cercado de bananeiras, um poço de águas limpas e azuis brota das areias brancas. A água aflorando com pressão cria curioso fenômeno da ressurgência: banhistas não conseguem afundar, com diversão na certa.

 

Rio Novo: Um dos últimos rios com água potável do mundo. Com águas cristalinas e belas praias à margem. É comum a prática de rafting, com três horas de descida, contratado por agência de turismo, canoagem, rapel, entre outros esportes aquáticos.

 

Dunas (2)

Dunas: Os até 30 metros de altura de areia dourada são uma visão inesquecível. O pôr do sol é deslumbrante.

 

Mirante da Serra do Espírito Santo: A serra é o cartão-postal do Jalapão. O processo de erosão origina as dunas que se formam a seus pés. São 30 minutos de subida mais 45 minutos de caminhada até o mirante.

 

Ponte Alta do Tocantins – portal de entrada

Portal sul de entrada do Jalapão, Ponte Alta do Tocantins fica a 152 km de Palmas. O nome da cidade remete a uma árvore caída à margem do rio, usada como ponte para pedestres.

ponte-alta-do-tocantins

É aqui que está localizado um dos atrativos mais interessantes do Jalapão, o Cânion Sussuapara, com suas águas límpidas e cristalinas que descem por fendas entre os paredões de cerca de 12 m de altura. A 35 km do centro da cidade, uma boa pedida é apreciar o pôr do sol na Pedra Furada, um gigantesco conjunto de blocos areníticos esculpidos pelos ventos há milhões de anos.

 

Mateiros e Mumbuca

 

Localizada na região leste do Estado, a cidade de Mateiros, a 310 km da capital, Palmas, é referência na produção do artesanato em capim dourado. É na zona rural do município que está localizado o Povoado Mumbuca, comunidade remanescente de quilombo onde se originou a produção das peças com esta matéria-prima.

 

A cidade recebeu este nome em função da grande quantidade de veados mateiros encontrados na região.

 

Visitar Mateiros é uma oportunidade de se deparar com cenários cinematográficos, passeando por lugares como as trilhas e mirantes da Serra do Espírito Santo; vislumbrar as inigualáveis Dunas em tons dourados e alaranjados; tentar afundar, sem sucesso, em vários fervedouros; além de renovar as energias com um banho nas águas cristalinas, verde-esmeralda, da Cachoeira do Formiga. Ainda em Mateiros, não deixe de visitar a bela e majestosa Cachoeira da Velha, assim como a Prainha do Rio Novo.

 

São Félix do Tocantins

 

O município de São Félix do Tocantins está localizado a 263 km de Palmas. O povoamento do município se iniciou com migrantes nordestinos vindos principalmente do Piauí, Maranhão e Bahia, surgindo como arraial em 1736.

 

São Félix sedia o Monumento Natural Canyons e Corredeiras do Rio Sono (MONACC), primeira unidade de conservação municipal de proteção integral. No município você pode conferir atrativos incríveis e praticar o rafting no Rio Novo, modalidade que cresce a cada dia na região. Entre os atrativos, estão a Praia do Alecrim, o Fervedouro do Alecrim, a Cachoeira da Jalapinha, a Serra da Catedral e o Povoado do Prata.

 

Novo Acordo

 

As águas cristalinas do Rio Sono com suas corredeiras ideais para prática de rafting, também passam por Novo acordo, cidade localizada a 116 km de Palmas. Aqui, os visitantes também podem desfrutas das belezas da Praia do Borges e se encantar com a Morro do Gorgulho, um conjunto de formações rochosas avermelhadas, cujo formato é resultado da ação do vento e das águas ao longo de vários anos.

 

Serra do Espírito Santo

serra do espírito santo.jpg

 

A Serra é um chapadão com 32 km de extensão que molda as principais paisagens do Jalapão. Além de sua imponência, por ser formado de arenito, também forma as Dunas do Jalapão, devido a constante erosão eólica que acontece na região. Para quem gosta de caminhadas é um prato cheio, com uma trilha de 8 km com mirantes e cenários sensacionais.

 

Autor: Levy

Compartilhe este artigo no

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *