Fernando de Noronha

Fernando de Noronha é um arquipélago pertencente ao estado brasileiro de Pernambuco, formado por 21 ilhas e ilhotas, ocupando uma área de 26 km², situado no Oceano Atlântico, a leste do estado do Rio Grande do Norte. Constitui um Distrito estadual de Pernambuco desde 1988, quando deixou de ser um território federal, cuja sigla era FN, e a capital era Vila dos Remédios. É gerida por um administrador designado pelo governo do estado. A ilha principal tem 17 km² e fica a 545 km de Recife.

 

Vista do satélite

Fernão de Noronha, também chamado Fernando de Noronha, corruptela de Fernão de Loronha, seu verdadeiro nome, 1.º Senhor da Ilha nascido em. 1470  em Lisboa e falecido em 1540, foi um judeu português convertido ao catolicismo (cristão-novo) que se tornou um dos primeiros grandes exploradores de pau-brasil nas terras recém-descobertas do Brasil pelos portugueses.

 

Antes de se tornar o paraíso turístico e ecológico dos dias atuais, o arquipélago foi local de detenção de condenados enviados a cumprir pena no presídio ali existente, que funcionou de 1737 a 1942, sendo que de 1938 em diante apenas para presos políticos do Estado Novo.

 

Reportagem da revista O Cruzeiro, de 2 de agosto de 1930, descreve o presídio como fantasma infernal para esses proscritos da sociedade, que viviam completamente alheios ao que se passava no resto mundo, apesar de o Governo proporcionar aos presos uma vida saudável de trabalho e de conforto.

O arquipélago de Fernando de Noronha é um Parque Nacional Marinho tombado como Patrimônio Mundial Natural da Unesco. A ilha é lar de tartarugas marinhas, golfinhos, tubarões, raias, corais e diversos tipos de pássaros e peixes.

Noronha é um destes lugares únicos no mundo, um destino imperdível em território brasileiro, sonho de consumo de muitas pessoas, principalmente de casais em lua de mel. Ideal para amantes de ecoturismo e da natureza, o arquipélago atrai mergulhadores, surfistas, e turistas do Brasil e do mundo.

Por do sol no Sancho

Por do Sol no Sancho

 

Vida marinha

Vida marinha

 

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Golfinhos

 

Noronha é dividida em duas costas – o mar de dentro, voltado para o Brasil; e o mar de fora, voltado para a África. As praias de águas cristalinas ficam voltadas para o país, entre elas, as mais bonitas da ilha: Cacimba do Padre, Baía dos Porcos e Sancho.

 

 

Vista aérea

 

A maior de todas, também chamada Fernando de Noronha, como única ilha habitada. As demais estão contidas na área do Parque Nacional Marinho e são desabitadas, só podendo ser visitadas com licença oficial do IBAMA.

 

Programar uma viagem a Noronha pode significar a realização de um sonho da maioria dos brasileiros. No Arquipélago, se tem a sensação de estar em uma parte do Brasil que deu certo, são 17 quilômetros quadrados à 545 km da costa, onde vive uma população de apenas 3.012 habitantes e o turismo é desenvolvido de forma sustentável, criando a oportunidade do encontro equilibrado do homem com a natureza em um dos santuários ecológicos mais importantes do mundo.
Atualmente temos três voos diários que partem para ilha, dois saindo de Recife e um de Natal, não existem voos direto de outras cidades porque a Ilha de Fernando de Noronha não tem estrutura para reabastecimento das aeronaves seguirem para outros destinos. Se você tem a pretensão de conhecer o Arquipélago, você primeiro terá que pegar um voo da sua cidade até uma dessas duas capitais do Nordeste e depois embarcar para Noronha. Sugerimos que a ida seja feita pelo Recife por ter mais conexões de voos, possibilitando melhor conciliação de horários. Agora fique atento, pois precisa chegar no mínimo com 1h de antecedência para fazer o check-in.

 

PRAIAS DE NORONHA

 

Ao todo são 14 praias, três baias e uma enseada. Sem falar nas áreas de contemplação e nas piscinas naturais. E para que você ache a sua preferida, vamos listar todas elas.

 

Para tornar mais fácil a compreensão, vamos dividir a ilha em mar de dentro, voltada para o Brasil e mar de fora, voltado para a África. O mar de dentro possui praias de areias claras e mar tranquilo a maior parte do ano. Esse cenário de calmaria muda com a chegada dos famosos swells à ilha. De dezembro a março, tempestades no hemisfério norte refletem ondas enormes no mar de dentro, dando início à temporada de surf na ilha. Esse fenômeno chamamos de swell ou suel.

 

Do outro lado da ilha fica o mar de fora. De um azul impressionante e com muitas formações rochosas, o mar é agitado pelos ventos vindo da África. Em alguns pontos, os arrecifes protegem e acalmam as águas, possibilitando o banho de mar. É como mergulhar em um aquário infinito.

 

Mar de Dentro

 

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Baía e Porto de Santo Antônio

É lá que chegam as embarcações para abastecer a ilha e de onde saem os barcos para passeios.

Os navios maiores ficam fundeados a cerca de 500 metros da praia, isto porque há uma embarcação grega afundada no Porto, impedindo a aproximação de grandes navios.

 

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Praia da Biboca

O local não é indicado para banho e embora não seja fácil, devido ao chão de pedras vulcânicas, é possível fazer caminhadas quando a maré está seca. A praia fica abaixo da Fortaleza dos Remédios e também pode ser vista de lá. Ocasionalmente há formação de ondas e os surfistas invadem o local.

 

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Praia do Cachorro

A praia é bem localizada e próxima à Vila e Fortaleza dos Remédios. Possui esse nome devido a uma fonte de bronze que existia no local com a cara de um cachorro.

É lá que fica o famoso “Buraco do Galego”. Uma piscina natural que se forma nas pedras durante a maré seca. Há também uma bica de água doce e nos períodos de maré baixa, um barzinho na areia.

O famoso Bar do Cachorro, que agita as noites noronhense tem vista privilegiada para a praia. Vale a pena ir durante o dia para conferir.

 

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Praia do Meio

A praia é mais deserta e menos conhecida do que suas vizinhas (Cachorro à direita e Conceição à esquerda), mas não menos bela. Possui águas calmas a maior parte do ano, com faixa de areia e pedras.

Olhando para o lado esquerdo, é possível avistar o “pião”. Uma enorme pedra equilibrada em outras, bem menores. Comprovando que em Noronha, não há tremores de terra.

O Bar do Meio fica a alguns metros e pode servir de ponto de apoio para quem vai curtir a praia.

Conceição

Sabe o Morro do Pico, visto de quase toda a ilha? Pronto, é lá que ele fica! Não tem erro.

Sem dúvida é a mais badalada de Noronha, a praia tem águas calmas durante a maior parte do ano e uma vasta faixa de areia. O banho de mar é delicioso e há sempre muita gente praticando esportes por lá.

 

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Praia do Boldró

Nos períodos de onda, a praia entra na disputa pelos melhores tubos da ilha. Os surfistas fazem a festa. Na maré seca, é possível aproveitar as piscinas naturais, cheias de vida.

Boldró é onde está localizado o centro de convenções do Projeto TAMAR/ICMBio. Seu nome foi dado por militares americanos e é originário da expressão em inglês Bold Rock, que significa Pedra Saliente em português.

 

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Praia do Americano

Cercada por pedras, a praia é pequena e está quase sempre deserta. Perfeita para quem procura privacidade.

 

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Praia do Bode

A praia é sossegada e tem uma vista incrível do morro Dois Irmãos. Nos tempos de ondas fortes, o mar fica agitado e não é recomendado para banho.

 

Praia da Quixabinha

De pequenas proporções, a praia fica espremida entre a praia do Bode e a Cacimba do Padre. Quase não dá para distinguir onde começa uma e termina a outra.

 

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Cacimba do Padre

O Hawai brasileiro. A tão falada praia da Cacimba do Padre é a queridinha dos surfistas. Palco de muitos eventos de surf, entre dezembro e março a praia lota e o mar (como diria seus frequentadores) fica craudeado.

 

9 Baia dos Porcos

Baía dos Porcos

Uma das mais belas praias do país, o local é um verdadeiro aquário a céu aberto. A praia tem uma pequena faixa de areia e é cercada por pedras, que formam inúmeras piscinas naturais. Seu acesso não é tão fácil.

 

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Baía do Sancho

Eleita a melhor praia do planeta por duas vezes pelo site de viagens TripAdvisor pelo Traveller”s Choice Awards, a Baía do Sancho é um espetáculo da natureza. Ela faz parte do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, e para ter acesso, o visitante deve pagar antes uma taxa, em qualquer posto do ICMBio na ilha.

 

Baía dos Golfinhos

O horário mais propício para avistar os golfinhos é pela manhã, bem cedo. Nem sempre eles estão lá, mas vale a pena o passeio.

 

Ponta da Sapata

Com acesso estritamente proibido, só é possível apreciá-la através de um mirante. Extremo da principal ilha, o local não é para banhos.

 

Mar de Fora

 

Praia do Leão

A praia impressiona já na chegada, do Mirante que dá acesso à trilha. Lá do alto, é possível ver quão longa é a praia e os tons de verde e azul se misturando na água. Também é possível ver as piscinas naturais formadas nas pedras, cujo acesso não é permitido.

 

Ponta das Caracas

Um local de contemplação da natureza. O mar azul, profundo e infinito, proporciona uma energia renovadora. É possível avistar cações e arraias passeando nas piscinas de rochas lá embaixo. Atualmente o banho nas piscinas é proibido, mas o visual vale a pena.

 

Baía do Sueste

Com águas protegidas, o local é a principal área de alimentação das tartarugas marinhas. E se você quer encontrá-las, lá é o lugar ideal

 

Praia do Atalaia

Com águas tão claras que lembram até um aquário, a Praia de Atalaia oferece ao visitante a maior piscina natural da ilha com 40 centímetros de profundidade onde é proibido o uso de nadadeiras

 

Enseada da Caieira

Quase esquecida pelos visitantes, a praia é encantadora. Com pedras escuras por toda a parte, a enseada relembra a origem vulcânica da ilha.

 

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Buraco da Raquel

Para apreciar a vista! O local é um grande celeiro da vida marinha e por medida de preservação, a descida e o banho não são permitidos.

 

Enseada dos Tubarões

Por trás da Capela de São Pedro dos Pescadores, uma pequena enseada é ponto de descanso e alimentação de tubarões. Na maré cheia, por sorte, é possível ver os animais entrando e saindo da enseada.

 

Ponta da Air France

É lá que acontece o encontro do mar de dentro com o mar de fora. Do local de contemplação é

possível avistar as ilhas secundárias e a trilha para o morro de São José. A visita à piscina, aos pés do morro, só acontece na maré baixa, com acompanhamento de guia e deve ser agendada previamente.

 

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Vila dos Remédios

As construções histórias preservadas da Vila dos Remédios consiste em um centrinho nos arredores da igreja de Nossa Senhora dos Remédios, construída em 1772 pelos portugueses, além de abrigar a sede da administração da ilha – o Palácio de São Miguel -; as ruínas tombadas da Fortaleza de Nossa Senhora dos Remédios, erguida pelos portugueses no século 18; e o Memorial Noronhense.

 

Palácio São Miguel

 

Problemas ecológicos

 

Embora protegida pela designação de parque nacional, muito do seu ecossistema terrestre está destruído. A maior parte de vegetação original foi cortada na época em que a ilha funcionava como presídio, para tornar mais difícil que prisioneiros fugissem e se escondessem.

 

Existe também o problema das espécies invasivas, especialmente a linhaça, originalmente introduzida com a intenção de alimentar gado, sendo que, atualmente, a sua disseminação pelo território está fora de controle, ameaçando o que resta da vegetação original. Sem a cobertura das plantas, a ilha não retém água suficiente durante a estação seca, e a vegetação adquire um tom marrom, secando como consequência.

 

Observa-se também a incoerência da permissão de criação de ovelhas na ilha, ao mesmo tempo em que se pede aos visitantes que preservem a Mata Atlântica insular, em recuperação.

Outra espécie invasiva é o lagarto localmente conhecido como teju, originalmente introduzido para tentar controlar uma infestação de ratos. A ideia não funcionou, uma vez que os ratos são noturnos e o teju diurno. Atualmente o lagarto passou a ser considerado praga em vez dos ratos.

 

Autor: Levy

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