Danças Típicas e Suas Regiões 2

As tradições e cultura de uma região brasileira estão mergulhadas no folclore, sejam elas de cunho religioso, baseadas em lendas ou na história, homenagens a importantes acontecimentos ou brincadeiras populares.

 

As danças constituem um importante componente cultural da humanidade. E no caso do Brasil, que possui uma cultura tão rica e diversificada, a gama de modalidades são enormes, e muito importantes para a cultura brasileira.

 

Conheceremos mais algumas danças típicas neste capítulo e, estando em viagem a serviço ou de férias, não deixe de curtir algumas delas.

 

Região Centro-Oeste

 

Goiás

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Catira

Catira ou cateretê é uma dança do folclore brasileiro, em que o ritmo musical é marcado pela batida dos pés e mãos dos dançarinos.
De origem híbrida, com influências indígenas, africanas e europeias, a catira (ou “o catira”) tem suas raízes em Goiás, norte de Minas e interior de São Paulo. A coreografia é executada, na maioria das vezes, por homens (boiadeiros e lavradores) e pode ser formada por seis a dez componentes e mais uma dupla de violeiros, que tocam e cantam a moda.

 

Vilão

2 Vilão

Dança de conjunto cujos participantes se subdividem pela função: batedores, balizadores, músicos, regente e chefe do grupo. Os batedores, portando bastões de madeira e organizados em semicírculo, realizam batidas nos bastões do parceiro, ao ritmo da marcação do regente e da execução musical da banda. Há movimentos que compreendem giros de corpo, volteios dos bastões, troca de lugares, encerrando-se com uma sequência de sete outros gestos rapidíssimos, chamados “cerradinhos”, que constam de batidas realizadas com os batedores agachados. Ocorre em Santa Catarina, durante o carnaval, e em Goiás.

 

Tambor

Descrito no Capítulo 1.

 

Mato Grosso

 

Siriri

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É uma das danças mais antigas do estado e pode ser dançada por homens e mulheres. São duplas que dançam em rodas ou fileiras e bailam com a ajuda de instrumentos como o mocho, o ganzá e o cocho. Primeiramente, os homens cantam o “baixão” e os outros batem palmas. Em fileiras, os participantes passam a fazer reverências, alternando entre homens e mulheres.

 

Cururu

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Difundido principalmente no norte de Mato Grosso, na região de Serra Abaixo, o Cururu é uma dança de homens, com cantos de desafios que narram fatos bíblicos sobre o santo que está sendo homenageado.

Tem como acompanhamento instrumental duas violas de cocho, um ganzá ou cracachá (reco-reco de bambu), garfo e prato de ágata e é mais comumente dançado entre junho e agosto.

 

Boi à Serra

5 Boi à Serra

No Mato Grosso, o folguedo com temática de boi se chama Boi-à-Serra. Encontrado especialmente na região do Rio Abaixo, apresenta-se durante as festas carnavalescas. Sai da casa do festeiro, meio de surpresa, e vai arrebanhando os brincantes que estão pela rua.
Foguetes anunciam que a dança vai começar e o boi passa a investir contra as pessoas, agrupadas ao seu redor.
A coreografia se desenvolve em cinco partes: danças e investidas do boi, o boi se deita, o boi se levanta, lamentação e morte do boi.
Quando o boi investe, o toureador deve ser ágil e saber sapatear, porque ele dançara na frente do boi. Quando se aproxima o momento de morrer, o boi fica triste e para de dançar. Coloca-se um balde com vinho debaixo dele, alguém o esfaqueia, e os assistentes são convidados a beber seu “sangue”.

 

Dança de São Gonçalo

6 Dança de São Gonçalo

A Dança de São Gonçalo é uma herança portuguesa que se difundiu por muitas cidades brasileiras, tomando características de cada região. Em Ribeirão Branco ela tem mais de um século de execução. A dança é dividida em “Rodeadas”, que são sequencias de coreografias, comandadas pelos violeiros. Cada rodeada pode durar mais de uma hora dependendo sempre do número de participantes e o número de sequencias de coreografias que vão sendo criadas pelos violeiros, sempre aumentando a dificuldade, e aqueles que estão atras da fila tem que seguir os que estão na frente.

 

Mato Grosso do Sul

 

Engenho de Maromba

7 Engenho da Maromba

Essa dança lembra um valseado e imita os passos dados no engenho de cana. Há fileiras de homens e mulheres que ficam rodando em sentido contrário. Os versos cantados durante as coreografias são mais tristes e, por isso, ela costuma ser executada no fim das festas.

 

Sarandi

8 Sarandi

Também é uma ciranda, mantendo a mesma melodia da roda infantil “Ciranda, cirandinha”. Recebe também o nome de Cirandinha. É uma dança de roda, em que os pares dão meias-voltas e voltas inteiras, trocando seus pares. Esse movimento é repetido tantas vezes quanto é o número de pares, intercalando, cada um apresenta seu verso para a moça, para o rapaz ou para o público presente.

Chupim

9 Chupim

Dançado ao som e ao ritmo da polca paraguaia, em número de três pares. Seus movimentos imitam as asas da ave de mesmo nome, ao cortejar a fêmea. À esses movimentos acrescentam-se toques de castanholas, com os dedos, da aculturação espanhola. Os movimentos da dança são: cadena, tourear o par, dançar e rodar o par.

 

Palomita

10 Palomita

São casais que se revezam enquanto dançam músicas de polca paraguaia ou chamamé.

 

Polca de Carão

11 Polca de Carão

É uma dança de salão que tem uma brincadeira inserida no contexto. Cada um dos dançarinos deve levar um carão, ou seja, ser esnobado pelo seu par. A dança continua até todos eles terem passado por essa situação.

 

Região Sudeste

 

Rio de Janeiro

 

Samba

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O samba é uma dança e um gênero musical considerado um dos elementos mais representativos da cultura popular brasileira existente em várias partes do país.

Dependendo do tipo de samba, a música é feita com o violão, viola ou cavaquinho acompanhado de instrumentos de percussão (atabaque, berimbau, chocalho e pandeiro).

O samba foi introduzido no Brasil no período colonial pelos escravos africanos sendo, portanto, um estilo que provém da fusão entre as culturas africana e brasileira.

 

Samba de Roda

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Surgiu na Bahia e é uma das vertentes do samba. Os dançarinos ficam em uma roda e entoam cantos e batem palmas. São usados instrumentos como o berimbau, atabaques, chocalhos e pandeiros.

O samba de roda surgiu na Bahia no século XVII, embora seus primeiros registros datam de 1860. Hoje, ele é patrimônio e herança cultural da cultura afro-brasileira.

Esse estilo está intimamente relacionado com a capoeira, que envolve música e lutas, e aos orixás, entidades espirituais africanas.

 

Espirito Santo

 

Dança do Tamanduá

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Esta popular dança do Estado do Espírito Santo tem raízes afro, da região do Congo africano.
Homens e mulheres formam uma roda com uma pessoa no centro e realizam coreografias de acordo com o que é executado por quem está no meio. As músicas que embalam os dançarinos são improvisadas e começam com um cantador. Os instrumentos são todos típicos dos rituais africanos.

 

Minas Gerais

 

Caxambu

15 Caxambú

Essa dança é realizada por homens e mulheres que não necessitam estar em duplas. É formada uma roda e uma pessoa fica no centro executando coreografias. São diversos cantos entoados com a ajuda de tambores feitos com troncos de árvores.

 

Mineiro-pau

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Dança de conjunto executada por homens, cada um deles levando um ou dois bastões de madeira, desenvolvida em círculo ou em fileiras que se defrontam. Os dançarinos, voltados de frente para seus pares, realizam uma coreografia totalmente marcada pelas batidas dos bastões no chão. O acompanhamento musical é feito com sanfona de oito baixos, bumbo, caixa, triângulo, chocalho, pandeiro. Ocorre no Amazonas, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro

 

São Paulo

 

Jongo

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O jongo, ou caxambu é um ritmo que teve suas origens na região africana do Congo-Angola. Chegou ao Brasil-Colônia com os negros de origem bantu trazidos como escravos para o trabalho forçado nas fazendas de café do Vale do Rio Paraíba, no interior dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, da qual participam homens e mulheres, significando divertimento. O canto tem o papel fundamental, associado aos instrumentos musicais e à dança. Alguns pesquisadores classificam-no como um de “tipo de samba” mais antigo, seria ele que daria mais tarde origem ao samba. Em alguns locais, o nome pode variar como Caxambu, Dança do Jongo, Bambelô, dentre outros.

 

 

Região Sul

 

Paraná

 

Pau de Fitas

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Dança da Fita tradicional é desenvolvida da seguinte forma: é colocado no centro um mastro chamado “pau-de-fita” de aproximadamente 3 metros de altura com doze fitas, duas vermelhas, duas verdes, duas amarelas, duas azuis, duas rosas e duas azuis marinhos. Ao lado do mastro formam-se duas filas, do lado direito os homens e do esquerdo, as mulheres. Na cabeceira das duas filas fica o mestre e num sinal feito através do apito tem início a dança. O primeiro movimento é conhecido como preparação da terra para o plantio da árvore.

No segundo movimento os dançadores cruzam as fitas, que significa a escolha da semente. No terceiro movimento inicia-se a semeadura. No quarto já se percebem as tranças formadas em um total de cinco trançados diferentes que simbolizam as raízes. Quando o mastro fica totalmente coberto pelas tranças, os adultos são substituídos pelas crianças que irão realizar a “destrança”. As crianças simbolizam as folhas da árvore.

Quando termina o movimento executado

 

Fandango

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Esse estilo de dança tem origem ibérica e foi trazida pelos portugueses para as regiões de litoral do Paraná. No Brasil, recebeu influências dos índios e o fandango também pode ser encontrado nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. São utilizados instrumentos como violas, pandeiro e uma rabeca enquanto a letra é improvisada. Os dançarinos fazem uma roda e dançam com passos valsados e o ritmo é seguido com palmas e com as batidas dos pés.

 

Rio Grande do Sul

 

Chimarrita

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A “chimarrita”, é uma dança típica do folclore gaúcho. Teve origem no Arquipélago dos Açores e na Ilha da Madeira, e foi trazida de Portugal por colonos açorianos, na segunda metade do séc. XVIII. Desde a sua chegada ao Rio Grande do Sul, a ‘chamarrita’ (forma original de como era designada) foi evoluindo ao longo de gerações e, no início do séc. XX, passou a ser adotada a forma de dança de pares enlaçados.

A corruptela ‘Chimarrita” foi a denominação mais usual dessa dança, entre os campeiros. Do Rio Grande do Sul (e de Santa Catarina), a dança passou para o Paraná, e para o Estado de São Paulo, bem como às províncias argentinas de Corrientes e Entre Ríos, onde ainda hoje são populares as variantes ‘Chamarrita’ e ‘Chamamê’.

 

Milonga

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A milonga é chamada por ritmo rio-platense porque é comum na área de Argentina, Uruguai e Rio Grande Sul. Embora o ritmo seja muito conhecido na Argentina, teve muita influência no RS, formando parte das tradições gaúchas. O termo “milonga” vem de uma palavra africana que significa – palavra-. Ao parecer também fazem a relação às origens com alguns tipos de danças africanas que se dançavam entre um homem e uma mulher, o que também se tornou uma característica da milonga. Ao princípio, a milonga era um tipo de poema cantado, onde as letras eram mais importantes do que a música. Quando este ritmo foi evoluindo, as músicas viraram mais complexas e um pouco mais rápidas.

A milonga gaúcha lembra os passos do tango e é bem mais lenta e romântica. Ela pode ser dançada de três formas: havaneirada (seguindo os passos da vaneira), tangueada (dança no ritmo de marcha) e rio-grandense (dança com passos dois e um.

 

Vaneirão/Vaneira

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É um ritmo bastante comum no estado e tem suas origens na cidade de Havana, em Cuba. Sua influência incidiu não só sobre o Rio Grande do Sul como também nos sambas do Rio de Janeiro. O nome da dança se altera conforme o ritmo, pois se ele for lento recebe o nome de Vaneirinha, rápido, Vaneirão e moderado, Vaneira. Os passos são realizados com dois pra lá e dois pra cá, sendo que são alternados com quatro movimentos de cada lado.

 

Chula

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A chula se trata de uma dança realizada prioritariamente pelos homens, que realizam sapateados e movimentos acrobáticos sobre uma lança em forma de desafios. Tradicionalmente, estas disputas são desenvolvidas pelos meninos desde cedo, como forma de manutenção da cultura local.

Uma das características principais na chula é o rápido sapateado, bem como, figurações complexas que exigem coordenação, equilíbrio e ritmo do peão. A chula normalmente é desenvolvida em forma de desafio entre dois indivíduos.

 

Pezinho

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O Pezinho constitui uma das mais simples e ao mesmo tempo uma das mais belas danças gaúchas. A melodia do Pezinho, muito popular em Portugal e nos Açores, veio a gozar de intensa popularidade no litoral dos estados brasileiros de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Entre os gaúchos, a música do Pezinho amoldou-se à instrumentação típica, e adquiriu, graças a cordiona, mais vivacidade e alegria, ao mesmo tempo em que a coreografia se amoldou ao espírito da gente do litoral. É necessário frisar que o Pezinho é a única dança popular em que todos os dançarinos obrigatoriamente cantam, não se limitando, portanto, a simples execução da coreografia. O Pezinho pertence a uma geração coreográfica especial, que se apresenta duas figuras características.

 

Santa Catarina

 

Boi de Mamão

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Essa dança também é conhecida como bumba-meu-boi, boi-bumbá, boi-de-cara-preta, dentre outros. Em Santa Catarina, a dança apresentada durante a encenação é mais alegre e brincalhona do que as que são apresentadas na Região Norte e Região Nordeste.

 

Dança do Vilão

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É uma das danças que faz parte do folclore de Santa Catarina. São diversos componentes, balizadores, batedores e músicos, ou seja, muito semelhante a que é dançada no estado de Goiás. Com os bastões, os integrantes realizam batidas e giram entre si. O movimento proporcionado pelo vai e vem dos bastões deixa a coreografia mais bonita.

 

 

Balainha

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Conhecida também como Arcos Floridos ou Jardineira, a Balainha é desenvolvida com os pares de dançantes (sempre mulheres) sustentando um arco florido.

A Balainha é uma dança de origem europeia, trazida para o Brasil pelos portugueses. O objetivo dessa tradição, muito generalizada pela Europa, era atrair o frutificante espírito da vegetação recém desperto pela primavera.
Tais apresentações não constituíam simples dramas simbólicos ou alegóricos, eram conspirações destinadas a fazer com que a floresta verdejasse, a relva dos pastos crescesse, o milho fosse abundante e as flores despontassem.

 

Autor: Levy

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